sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

I Congresso do Grupo de Estudos Históricos da Baixada Fluminense

A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sediará, entre os dias 11 e 12 de abril de 2014, no campus Nova Iguaçu, o I Congresso do Grupo de Estudos Históricos da Baixada Fluminense. O evento contará com a presença de professores, graduandos e pós-graduandos da área de História e visa ao fomento do debate entre as produções acadêmicas e o ensino de história, bem como o esboço de perspectivas para novas pesquisas nesse campo.



Para maiores informações, acessem: http://estacaobaixadagehbaf.wordpress.com/

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Exposição da pesquisa na VIII Semana de História Política da UERJ encerra nossas apresentações em eventos nesse profícuo 2013

Às 14h da última quarta-feira (13/11/2013), a comunicação intitulada "'Dilemas da subjetividade contemporânea': um estudo sobre as memórias queimadenses" foi apresentada pela Profª. Mestranda Claudia Costa, no simpósio temático História do Tempo Presente e Memória, sob a coordenação do Prof. Dr. Rafael Pinheiro de Araújo (UNILASALLE). Esse simpósio integrou a programação da VIII Semana de História Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, um evento organizado por alunos do mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em História dessa instituição (PPGH/UERJ). O evento conta com a participação de docentes e discentes de cursos de graduação e programas de pós-graduação de todo o Brasil, e busca fomentar as discussões acadêmicas sobre os variados temas que vêm sendo pesquisados em tais instituições.
Tendo em vista essa proposta, a comunicação apresentada pela professora Claudia objetivou
A professora Claudia Costa, mestranda do
Programa de Pós-Graduação em História da UERJ,
discute aspectos das memórias queimadenses.
identificar e debater alguns aspectos das 
memórias queimadenses, no contexto do crescimento experimentado pela cidade, notadamente a partir da última década. Nesse sentido, a professora Claudia construiu suas indagações, tomando como ponto de partida o desconforto revelado pelas falas de muitos entrevistados que cederam seus depoimentos para fins de pesquisa, diante da ideia de modernização acelerada.  Baseando-se em Elizabeth Jelin, a professora Claudia argumenta que o crescente interesse, verificado entre os depoentes que procuram compartilhar suas memórias, guarda em si, o desejo de "resposta ou reação, diante das mudanças rápidas e de uma vida sem âncoras ou raízes" (JELIN, 2002: 9). Nesse sentido, constatamos que a preocupação de muitos queimadenses, especialmente àqueles cujas trajetórias de vida se caracterizaram pela maior atuação na esfera pública, introduz questões como a importância das memórias para a escrita da história, a patrimonialização cultural e a dívida do presente com o passado (PEREIRA e MATA, 2012: 20-21).
Ao final das apresentações, abriu-se o debate, onde houve a oportunidade para a abordagem mais ampla de todo o trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos anos. Esse trabalho, do qual essa pesquisa de mestrado é apenas uma das faces, visa fomentar as reflexões sobre a historicidade de Queimados, as possibilidades para a escrita de sua história e as interfaces estabelecidas com o ensino da história local nas escolas da cidade.
Profª. Mestranda Fabíola Amaral (USS), Prof. Dr. Rafael 
Araújo (UNILASALLE) e Profª. Mestranda Claudia
Costa (UERJ): debate.

domingo, 27 de outubro de 2013

Grupo de Pesquisa da PUC-Rio e o encontro com professores do CIEP Vereador Sebastião Portes: estreitando os laços entre a produção acadêmica e o Ensino de História

A professora Juçara Mello (PUC-Rio) inicia a apresentação
do projeto, a partir da discussão sobre "O que é memória?" 
Na tarde dessa sexta-feira (25/10), uma equipe do grupo de pesquisa sobre Patrimônio Cultural e Ensino de História foi ao CIEP Vereador Sebastião Portes, em Queimados, para um bate-papo com os docentes e equipe pedagógica sobre as possibilidades da Educação Patrimonial para o processo de ensino-aprendizagem de História. A equipe, sob a coordenação da professora Juçara Mello, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), desenvolve projeto fomentado pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e conta com a participação de professores-pesquisadores da própria instituição, bem como da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Esses pesquisadores estão interessados em discutir as relações entre a produção historiográfica e o ensino de história e fomentar ações que possam estreitar os vínculos entre essas duas esferas de produção de conhecimento. Seguindo por essa perspectiva, a busca por uma parceria com um colégio de formação de professores, como o CIEP Vereador Sebastião Portes, se configura um desafio estimulante, no sentido de ampliar o debate entre a pesquisa, a formação docente de nível médio e a prática de ensino. Nesse encontro estiveram presentes, além da professora Juçara, a professora mestranda Claudia Costa (UERJ e Pesquisa Memória e História de Queimados) e os pesquisadores Ruberval Silva (PUC) e Davi Campino (PUC). Presença, também, do professor Nilson Henrique que, além de pesquisador da história de Queimados, foi responsável por mediar o contato entre o grupo de pesquisa e o colégio. 
A professora Claudia Costa aborda um pouco das tensões
que envolvem os diálogos entre memória e história, ao
longo da produção historiográfica.
Ao começar sua exposição, discutindo "o que é memória?" a partir de uma história infantil, a professora Juçara, que também é professora da rede pública estadual do Rio de Janeiro, propôs que todos refletissem sobre os usos da memória no cotidiano escolar. Para a historiografia, as relações entre memória e história nem sempre foram bem aceitas. Nesse sentido, a professora Claudia Costa complementou a fala da professora Juçara, ao abordar o debate acadêmico acerca das interações possíveis entre memória e história. Para isso, a professora Claudia mobilizou sua própria experiência enquanto professora da Educação Básica e pesquisadora da história de Queimados. Dessa forma, uma das propostas desse projeto é, a partir de experiências do alunado, suas práticas e afetividades, buscar um caminho que torne a relação entre professor e aluno, ensino e aprendizagem, mais instigante e produtiva.
A interação dos professores da unidade escolar foi o ponto alto do encontro. Ao compartilhar com o grupo de pesquisa, suas inquietações a respeito dos rumos que a Educação Básica vem tomando e suas experiências em sala de aula, os professores do CIEP Vereador Sebastião Portes se mostraram receptivos à proposta de trabalho enunciada pelo grupo de pesquisa sobre Patrimônio Cultural e Ensino de História.

Professores do CIEP Vereador Sebastião Portes colocam questões e
compartilham experiências, que são debatidas pela professora Juçara.

Ao finalizar o encontro, uma atividade foi proposta aos professores, procurando despertar as sensibilidades sobre os bens patrimoniáveis, tangíveis e intangíveis, a partir da observação/identificação de fotografias do município de Guapimirim. 

Professores de diversas áreas analisam as fotografias de Guapimirim:
atividade proposta ao final do encontro.

A oportunidade de analisar as imagens de Guapimirim, certamente contribuiu para que aguçasse em todos, a possibilidade de desenvolver trabalhos junto à comunidade escolar, com registros fotográficos de Queimados. O colégio e sua equipe docente foram contemplados, ainda, com a doação de três exemplares do livro "Memória Fotográfica da Baixada Fluminense", uma publicação do INEPAC que esboça um histórico geral dos municípios que integram a Baixada Fluminense, a partir de fotografias. 
Assim, esperamos que novos encontros aconteçam e que esse projeto possa ser dinamizado nessa unidade escolar e nas demais unidades selecionadas para tal.

Professores reunidos, ao final do encontro: expectativa de uma
profícua parceria para esse instigante projeto.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

II Seminário de Memória e Patrimônio Histórico de Queimados - imagens e narrativas orais: disputas e confrontos na construção de identidades

Professores Claudia Costa e Nilson
Henrique falam um pouco sobre a
proposta do evento, antes da abertura.
Dia 21 de setembro de 2013: um sábado de sol e muito calor em Queimados. Dentro do Teatro-Escola Marlice Margarida Ferreira da Cunha, o pessoal aguardava o início do II Seminário de Memória e Patrimônio Histórico de Queimados, uma realização da Secretaria Municipal de Educação de Queimados (SEMED-Queimados), do Núcleo de Estudos sobre Biografia, História, Ensino e Subjetividades da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (NUBHES/UERJ) e nós, do Pesquisa, Memória e História de Queimados. A proposta da segunda edição desse evento era discutir as possibilidades para a escrita e o ensino da história, a partir de novos olhares e abordagens sobre imagens e narrativas orais.

Solenidade de abertura do evento. Da esquerda para a direita: Prof. Nilson
Henrique, Prof. Dr. Luís Reznik, Profª. Drª. Márcia Gonçalves, Secretária
de Educação de Queimados Profª. Mírian Motta, o Prefeito Max Lemos,
Profª. Magaly Cabral, Prof. Dr. Paulo Knauss e Cel. Vasconcelos.  
Inspirada nessa perspectiva, a professora Magaly de Oliveira Cabral Santos, diretora do Museu da República, conduziu a conferência de abertura do evento. Durante sua fala, a professora Magaly compartilhou suas experiências como museóloga e educadora, mostrando que, muito mais que um espaço de guarda de documentos e outros artefatos históricos, os museus são espaços educativos. Dessa forma, a conferencista introduziu a discussão que perpassou os trabalhos da parte matinal do evento.
Prof. Nilson apresenta a mesa de debates, composta pelos
professores Luís Reznik e Paulo Knauss e mediada pela
professora Márcia Gonçalves.
A seguir, foi formada a mesa de debates com os historiadores Luís Reznik, professor da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ) e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Paulo Knauss, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Diretor do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ). Contando com a mediação da professora Márcia de Almeida Gonçalves, coordenadora do NUBHES/UERJ, os professores Luís e Paulo expuseram um pouco de suas experiências com projetos que, a partir das reflexões sobre as memórias e o patrimônio cultural, apontam alternativas para a escrita da história local. Por meio da produção de material audiovisual, elaborada em conjunto com outros professores-pesquisadores e alunos-bolsistas no decurso desses projetos, os professores apostam no estreitamento da relação entre historiografia e o ensino de história. Ao final, o debate foi aberto e os participantes do evento
Professores colocam questões à mesa.
puderam propor perguntas e compartilhar inquietações e reflexões com os expositores.
Após pausa para o almoço do pessoal, o turno da tarde começou com as oficinas. Com temáticas variadas, mas sem perder de vista a proposta basilar do evento, professores-pesquisadores vinculados à diversas instituições trouxeram mais questões para fomentar o debate acerca dos estudos sobre memória, história, identidades e educação. Nem o forte calor, nem o terrível barulho, causado por um evento realizado na quadra esportiva ao lado do teatro-escola, abalaram o interesse dos participantes: professores e ouvintes se mantiveram atentos e dispostos a discutir um pouco mais, a respeito de suas experiências e práticas.
Oficina da professora Juçara Mello:
a discussão sobre o Patrimônio
Cultural foi um dos temas que
perpassaram as oficinas.
Encerrando o evento, a professora Márcia Gonçalves proferiu conferência, na qual chamou a atenção para a temporalidade disjuntiva das memórias e a importância da articulação entre as esferas local, regional, nacional e global, para a escrita da história. Essa conferência fechou, por volta das 18h, os profícuos debates iniciados durante esse dia. Entretanto, esses debates introduziram importantes questões que, certamente, nos ajudaram (ou ajudarão) a pensar e repensar a história da cidade de Queimados e da Baixada Fluminense, suas problemáticas e seus sujeitos. 
Esperamos que esse encontro tenha sido produtivo para os presentes que, mesmo em um sábado de sol e calor, compareceram ao evento e participaram das atividades. Esperamos, ainda, poder realizá-lo outras vezes...

Conferência de Encerramento, proferida pela Profª. Drª. Márcia de Almeida
Gonçalves.

domingo, 15 de setembro de 2013

Queimados vai a Campinas: nosso trabalho apresentado durante o X Encontro Regional Sudeste de História Oral

Conferência de Abertura do X Encontro Regional 
Sudeste de Historia Oral: o professor Richard Candida
 Smith fala sobre as memórias norte-americanas 
no contexto da Segunda Guerra Mundial.
Continuamos na estrada, nesse produtivo ano de 2013. Setembro começou com nossa ida a Campinas, para participar do X Encontro Regional Sudeste de História Oral, realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), entre os dias 10 e 13. Nas malas, além de laptop, roupas e livros, mais uma vez, as expectativas de apresentar um pouco do nosso trabalho e incorporar críticas e sugestões para aprimoramento da nossa prática. Para isso, além de ouvintes e expositores, nos inscrevemos em dois minicursos oferecidos no decorrer dos dias do evento, a fim de participar de debates em torno das tensões entre memória e história e dos usos do audiovisual para mediar tais relações.
Logo no primeiro dia de trabalho, bem cedo, os minicursos já nos surpreenderam positivamente. As questões debatidas pelos professores Glauber Cícero Biazo (NEHO-USP) e Marta Rovai (UFPI), ao longo dos encontros do minicurso "Teoria e procedimentos em História Oral: a memória e a contribuição das fontes orais para a pesquisa histórica" propiciaram ao professor Nilson Henrique, a reflexão sobre nossas práticas, como a realização e análise das entrevistas. Da mesma forma, as aulas ministradas pela professora Ana Carolina Maciel (LABHOI/UFF e Museu Paulista/USP) ao longo do minicurso "O audiovisual como suporte narrativo" foram extremamente instigantes para a professora Claudia Costa, no que diz respeito à produção de filmes/documentários sobre o material audiovisual que já coletamos ao longo desses cinco anos.
Mesa 2: Poder, Violência e
Intolerância, com os p
rofessores
Antônio Motenegro (UFPE),
Margareth Rago (UNICAMP),
Christina Lopreato (UFU) e
Maria Elena Bernardes (UNICAMP)
Após a aula do primeiro dia caminhamos, da Faculdade de Educação até o Centro de Convenções para a Conferência de Abertura. Nessa ocasião, o professor Richard Smith (University of California, Berkeley) expôs um pouco de suas reflexões a partir do trabalho com depoimentos de norte-americanos que vivenciaram, em diversas escalas, a experiência da Segunda Guerra Mundial. Nos dias subsequentes, tivemos a oportunidade de participar das exposições e debates que acompanharam as mesas 1 e 2, intituladas, respectivamente, "História Oral: violências nos espaços domésticos e escolares" e "Poder, violência e intolerância".
Pausa para o almoço no bandejão da UNICAMP e a jornada prosseguia, com a realização dos Grupos de Trabalho (GTs) entre 14 h e 18 h. Dentre os doze GTs disponíveis no evento, inscrevemos nossa proposta de apresentação no GT 2 - "Diálogos contemporâneos: fontes orais e visuais nas pesquisas sobre memória," coordenado pelas professoras Lucia Grinberg (UNIRIO) e Ana Maria Mauad de Sousa Essus (UFF). Acompanhando as apresentações e discussões ocorridas em todos os dias desse grupo de trabalho, pudemos entrar em contato com pesquisas e
Material do evento e certificados:
essa foi mais uma oportunidade de
conhecer a produção de outros
pesquisadores e dar a conhecer
o nosso trabalho.
pesquisadores de diversas instituições, propiciando um importante intercâmbio de ideias. No último dia, nossa apresentação mostrou um pouco do trabalho que vem sendo desenvolvido a partir das entrevistas com as lideranças emancipacionistas queimadenses, apontando para a possibilidade da escrita da história desse momento decisivo para a autonomia política da cidade.
Terminadas as últimas exposições e o debate do GT, a Conferência de Encerramento, proferida pela Profª. Drª. Ângela de Castro Gomes (UFF e CPDOC/FGV) fechou com chave de ouro o evento. A professora Ângela, aliás, esteve presente no último dia do nosso grupo de trabalho e contribuiu com importantes sugestões a respeito do nosso trabalho, assim como as interseções feitas pelas professoras Ana Mauad e Lucia Grinberg.   
Da esquerda para a direita: Clea Santos (Fundação José Carvalho),
Fernanda Silva (UNIRIO), Profª. Ângela de Castro Gomes (FGV),
Profª. Ana Maria Mauad (UFF), Profª. Lucia Grinberg (UNIRIO),
Profª. 
Claudia Costa, Prof. Nilson Henrique, Profª. Ana Carolina
Maciel (Museu Paulista) e Profª. Ana Maria Negrão (UNICAMP):
encerramento dos trabalhos no GT 02 - Diálogos contemporâneos:
fontes orais e visuais nas pesquisas sobre memória.